DomenykDomenyk

Flávio Bolsonaro, o nome mais forte da direita atualmente, infelizmente não por um legado político interessante, mas apenas por um sobrenome e por pessoas que decidem não pensar.

A direita brasileira passou anos criticando corrupção, fisiologismo e nepotismo, mas hoje parte dela age exatamente como aquilo que dizia combater. O discurso muda completamente quando o envolvido é alguém tratado como intocável pelo próprio grupo.

Os recentes casos envolvendo Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro deixam isso escancarado. Não importa o fato, não importa a contradição, não importa o histórico. Existe uma necessidade quase automática de defender, relativizar ou fingir que não aconteceu, porque para essas pessoas a figura política virou algo maior que seu próprio princípio.

Eu acompanho tudo isso de perto, e o que mais chama atenção é ver pessoas tratando Flávio Bolsonaro como uma escolha racional e coerente. Mas quanto dessa “coerência” realmente sobrevive aos acontecimentos recentes?

Essa é uma decisão importante, porque estamos novamente diante de uma escolha que pode moldar a realidade política por muitos anos, e dependendo da decisão tomada agora, nos afastar cada vez mais do objetivo que essas próprias pessoas dizem defender.

A crítica que eu faço em relação ao princípio é algo fundamental nesse debate. Existe uma diferença entre manter uma figura forte apenas por influência política, mesmo demonstrando fraqueza em relação aos próprios valores do grupo, e apoiar alguém que se mostra coerente, confiável e alinhado aos valores que diz defender há anos.