Há um mês, Charlie Kirk foi morto. Lembro-me de me sentir incapaz... desejei que ele ficasse vivo. Não consigo contar as inúmeras vezes que dei F5 no search. Quando a notícia chegou, horas depois, entrei em estado de luto. Senti-me pessoalmente atacado. Vi um humano — um pai — ser atacado por suas crenças. Eu me vi ali. Vi que também poderia ser, e percebi que todos os que comemoraram fariam o mesmo comigo. Entendi, então, que junto do que eu sentia havia o medo — o medo de acreditar no que acredito, o medo de saber que isso faz pessoas me odiarem.

E, naquele momento, eu parei de acreditar. Mudei tantas opiniões...

Não consigo entender como alguém pode acreditar que outros devam morrer por causa do que pensam. Na hora, eu já sabia das mentiras que contariam sobre ele — e contaram. Foram muito piores do que imaginei. E, óbvio, não provaram nada.

A parte engraçada? Mesmo que tivessem provado, seria justificável?

Ele era apenas um conjunto de crenças? Apenas um repetidor de palavras? Era menos humano, por quaisquer que sejam os motivos?

Não vou mentir: enfrentei minhas próprias crenças. Questionei os limites da liberdade — especialmente os de quem discorda de mim. Foi temporário, mas mudou muita coisa — até o motivo pelo qual escrevo.

Antes, acreditava que podia convencer alguém com palavras, exemplos, a verdade, sem ódio. Hoje, não acho mais. Não acho que diálogo seja possível, mesmo sabendo que ele tem valor.

Algo importante tá acontecendo, infelizmente com o custo de uma vida.

Foi curioso pra mim, após ver tanto ódio, a reclamação dessas mesmas pessoas ao sofrerem as consequências de seus atos — e clamarem pela liberdade de expressão da qual tanto amam atacar.

E talvez aí esteja um dos motivos pelos quais eu a gosto tanto: posso saber e diferenciar os insanos dos não insanos.

Espero que isso tenha sido algo necessário pra mudanças importantes.

“Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo.”