Domenyk

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  1. Imagem relacionada a “Eu achei que não ia ter mais nada o que falar sobre o ataque à”

    Eu achei que não ia ter mais nada o que falar sobre o ataque à parada LGBT em Berlim e as discussões que surgiram depois, mas aparentemente as pessoas estão completamente malucas.

    Eu simplesmente abri o Twitter e vi essa moça dizendo que não vai odiar todos os muçulmanos pelo que aconteceu. Sim, isso é óbvio.

    Mas então ela argumenta que o “extremismo cristão” estaria tentando se esconder dentro dessa discussão ao apoiar a comunidade LGBT. Segundo ela, seriam apenas homens brancos “homofóbicos” carregando cruzes, com exatamente os mesmos valores do autor do ataque. E, se você tenta se distanciar dele, é porque está “envergonhado” — e deveria estar.

  2. Imagem relacionada a “E o mais louco de tudo isso? Logo em seguida, vi um vídeo de outra”

    E o mais louco de tudo isso?

    Logo em seguida, vi um vídeo de outra mulher, uma alemã que esteve na parada, dizendo estar triste porque o autor do ataque era um homem muçulmano, e não um homem cristão.

    Foi exatamente nesse momento que eu soube o que começaria a aparecer.

    O próprio Elon Musk respondeu ao vídeo dizendo algo bastante óbvio, embora, para essa gente, possa soar profundamente incômodo

    “Eles só têm permissão para odiar homens brancos e heterossexuais, então se comportam como robôs estúpidos. Essa é a programação deles, como NPCs em um videogame.”

  3. Diante de uma situação tão horrível quanto essa, um ataque terrorista contra uma parada LGBT, o episódio expõe uma contradição que muita gente se recusa a encarar: o islamismo político e setores profundamente conservadores de comunidades muçulmanas rejeitam exatamente esse progressismo que tenta protegê-los de qualquer crítica.

    O discurso anti-imperialista é conveniente porque reorganiza tudo pela lógica de “oprimidos” e “opressores”. Os judeus podem ter sofrido perseguições históricas, mas, como Israel hoje possui poder militar e é aliado de grandes potências, passam a ser tratados como integrantes do lado dominante. Já os muçulmanos continuam sendo enquadrados como vítimas, independentemente das ideias que defendem ou das agressões que cometem.

    E, em vez de compreender a natureza do que aconteceu, identificar o fanatismo que produziu o ataque, transformar isso em um ponto de mudança e demonstrar alguma preocupação real com quem está sofrendo, qual é a primeira reação?

    Verificar se as pessoas que odeiam tudo o que você representa não vão se sentir ofendidas pela forma como você descreve o ataque. Porra.