Domenyk

Alexandre de Moraes, Vorcaro e a mudança de posição da esquerda

2 notas na thread

  1. Quem não passou os últimos quatro anos numa caverna viu os absurdos cometidos pelo STF, principalmente por Alexandre de Moraes.

    Quando Moraes proibiu o Twitter no Brasil por decisão monocrática e quando publicações que criticavam Lula ou o próprio Moraes eram apagadas, a esquerda estava lá: "ebaaaa". Nem os arquivos divulgados pelo Twitter, que mostraram ordens ilegais do STF, nem as prisões sem fundamento ligadas ao 8 de janeiro mudaram essa reação.

    Quem o defendia diante das denúncias de censura e perseguição contra a direita dizia: "oh nosso salvador moraes, joga com a constituição de baixo do braço". E quando Bolsonaro foi preso? Ótimo, né.

    Agora, com as novas polêmicas envolvendo Moraes e Vorcaro, aconteceu algo curioso: a esquerda está detonando Moraes pela sua corrupção. Até ontem ele era amado; hoje virou o inimigo da nação. Não existe incoerência aqui, óbvio.

    Não é errado criticá-lo agora. Se chegamos a um ponto de coalizão, com um inimigo em comum, ótimo. Mas o que caralhos aconteceu para essa gente mudar de posição?

    Moraes e Vorcaro são os inimigos em comum. E Lula? Ignoremos que ele também pode ter envolvimento e que está defendendo Moraes a todo custo.

    Claro.. Vamos fechar os olhinhos e fingir que nada está acontecendo.

  2. A crítica virou uma posição meramente tribalista: é sempre direcionada para o lado mais distante daquilo que a pessoa defende.

    Há um tempo, fui conversar com uma comunista bem conhecida no Instagram. Pelo visto, ela estuda como uma menina...

    Na época, eu criticava Haddad e a falta de posicionamento dela. Então perguntei:

    "Porra, o haddad ta fazendo um trabalho de merda na economia, você não vai comentar nada sobre?"

    A resposta?

    "não, você tem que criticar o presidente do banco central, que inclusive, foi indicado pelo bolsonaro, e ele que aumentou o juros, e tals e tals..."

    Corta para alguns meses depois: Lula anuncia o novo presidente do Banco Central. Ele continua as mesmas práticas e até aumenta os juros.

    Era de esperar que ela criticasse o novo presidente também, né? Mas não. Ela não falou nada sobre o aumento dos juros e ainda passou a criticar quem falava mal dele.

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Título SEO

Crítica política tribal: quando o lado importa mais que o fato

Descrição SEO

Uma reflexão sobre como críticas políticas mudam conforme o grupo envolvido, usando juros, Haddad e o Banco Central como exemplo de seletividade.

Datas

Publicado em 17 de setembro de 2026. Atualizado em 18 de setembro de 2026.