A esquerda às vezes perde um puta timing cômico. Flávio Bolsonaro fechadão com o Banco Master, e eles podendo assinar a CPMI pra fuder a família Bolsonaro… ninguém votou a favor. É uma pena, não?
DomenykIdeias, e somente ideias, podem iluminar a escuridão.
O PCO teve uma denúncia por antissemitismo contra seu presidente aceita pela Justiça Federal. E aqui existe uma discussão que muita gente vai tratar da pior forma possível.
Criticar Israel não é antissemitismo. Criticar um governo, uma guerra, uma política externa ou ações militares de um Estado não é o mesmo que atacar judeus como povo. Essa distinção precisa existir, porque sem ela qualquer crítica política vira crime moral.
Mas também existe o outro lado: parte da extrema esquerda passa dessa crítica e começa a relativizar terrorismo, flertar com slogans eliminacionistas e tratar grupo terrorista como movimento de libertação. Aí a discussão muda de lugar. Já não é só crítica a Israel; é uma zona bem mais suja.
O ponto curioso é que o PCO, de todos os movimentos da esquerda brasileira, sempre foi um dos poucos relativamente consistentes na defesa da liberdade de expressão. Defendeu esse princípio até para gente que a própria esquerda queria destruir publicamente, como no caso Monark. Você pode discordar da análise deles, mas existe uma linha coerente ali: acusação grave não pode virar rótulo automático por conveniência política.
Eu não preciso gostar do PCO para defender que eles tenham direito de falar. Na verdade, liberdade de expressão só importa de verdade quando o alvo é alguém que você não gosta. Defender esse princípio apenas para aliado não é princípio; é torcida.
Se houve crime real, que se prove com critério jurídico. Mas se a acusação depende de transformar crítica política, por mais radical ou idiota que seja, em crime por pressão moral, então a discussão já deixou de ser sobre antissemitismo e virou outra coisa: controle do discurso por rótulo.
A corrupção virou algo banalizado no debate público, e as pessoas nem tentam mais defender — só normalizar dependendo do lado.
“O outro roubou também.” Sim, foda-se?
Isso não cria equivalência de inocência por comparação. Se os dois cometeram crime tem que ser preso.
Conversa média com um comunista:
Isso é culpa do neoliberalismo
Então quais são as medidas "neoliberais" que causaram isso?
Você é um fascista!
Não entendo como as pessoas conseguem odiar tanto o Nikolas Ferreira, quando o Pavanato consegue ser tão burro quanto.
Eu tô vendo uma tendência perigosa vindo da esquerda agora, tá iniciando uma movimentação de pessoas de esquerda defendendo a abolição de alguns impostos.
Quando chegarmos na época das eleições, vamos ver essa galera dizendo que a direita defende impostos, e eles vão bater muito na tecla do ICMS, que é um imposto estadual, e estados maiores têm mais dificuldade de abolir esses impostos por conta do pacto federativo. Vai ser uma arma pra bater principalmente no Tarcísio, que é uma muralha praticamente dentro de SP, e isso vai servir pra impulsionar a candidatura do Haddad, por mais engraçado que seja.
Flávio Bolsonaro, o nome mais forte da direita atualmente, infelizmente não por um legado político interessante, mas apenas por um sobrenome e por pessoas que decidem não pensar.
A direita brasileira passou anos criticando corrupção, fisiologismo e nepotismo, mas hoje parte dela age exatamente como aquilo que dizia combater. O discurso muda completamente quando o envolvido é alguém tratado como intocável pelo próprio grupo.
Os recentes casos envolvendo Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro deixam isso escancarado. Não importa o fato, não importa a contradição, não importa o histórico. Existe uma necessidade quase automática de defender, relativizar ou fingir que não aconteceu, porque para essas pessoas a figura política virou algo maior que seu próprio princípio.
Eu acompanho tudo isso de perto, e o que mais chama atenção é ver pessoas tratando Flávio Bolsonaro como uma escolha racional e coerente. Mas quanto dessa “coerência” realmente sobrevive aos acontecimentos recentes?
Essa é uma decisão importante, porque estamos novamente diante de uma escolha que pode moldar a realidade política por muitos anos, e dependendo da decisão tomada agora, nos afastar cada vez mais do objetivo que essas próprias pessoas dizem defender.
A crítica que eu faço em relação ao princípio é algo fundamental nesse debate. Existe uma diferença entre manter uma figura forte apenas por influência política, mesmo demonstrando fraqueza em relação aos próprios valores do grupo, e apoiar alguém que se mostra coerente, confiável e alinhado aos valores que diz defender há anos.
NOJO é o que as pessoas deveriam sentir do PSOL e do PT pelo papel que tiveram na taxa das blusinhas.

A bancada dos dois partidos votou em massa a favor da taxa. O PT ainda colocou isso dentro de um projeto de mobilidade urbana, como se aumentar imposto sobre compra internacional tivesse qualquer relação honesta com mobilidade urbana. Isso não é só votar por imposto. É esconder imposto dentro de outro assunto para diminuir o custo político.
Agora tentam empurrar a narrativa de que a taxa foi projeto da direita, como se ninguém tivesse visto quem votou, quem articulou e quem sustentou isso.
E a parte mais cínica vem depois: Lula aparece dizendo que acabou com a taxa por medida provisória. Só que medida provisória não é solução permanente; pode ser prorrogada por até 120 dias e depois depende de tramitação política. Ou seja, ele não acabou estruturalmente com a taxa. Ele pausou o desgaste até passar o momento eleitoral mais conveniente.
Esse é o governo que diz pensar no povo: cria imposto, esconde imposto, culpa os outros pelo imposto e depois tenta vender uma pausa temporária como se fosse bondade.
A crítica séria aqui não é só “Lula taxou compra barata”. É que esse governo trata o pobre como recurso fiscal. Cada migalha de consumo vira oportunidade de arrecadação, e quando a reação popular fica grande demais, eles não admitem o erro. Só reorganizam a narrativa.
O PT e o PSOL não erraram por acidente. Eles fizeram escolha política. E quando tentam fingir que não fizeram, mostram exatamente o tipo de relação que têm com quem dizem defender.
Uma discussão recente no Twitter tá me incomodando pra caralho desde ontem. A "gótica do MBL" aparentemente postou nos stories um link de carrinho da Amazon com mais de 25 mil reais em produtos, e o pessoal começou a atacar ela por "querer que os outros paguem as coisas dela".
E sinceramente? Foda-se.
Essa discussão é inútil. Se não houve coerção, fraude ou violação de direito, a vida alheia não é assunto seu.
As pessoas precisam parar de se importar tanto com escolhas individuais que não dizem respeito a ninguém. Enquanto continuarem cagando regra sobre decisões voluntárias, vai continuar existindo esse tipo de briga completamente inútil.
Ninguém é obrigado a comprar nada. Ninguém foi forçado. Ninguém teve direito violado. É literalmente uma pessoa postando um link e outras, voluntariamente, decidindo se querem clicar ou não.
Transformar isso em escândalo moral é só mais um reflexo dessa obsessão coletiva em controlar escolhas individuais que não afetam a vida de terceiros.
É triste ver pessoas da própria direita atacando a menina por um ideal moral prévio que é simplesmente I D I O T A.
Porra, a gente quer não, podia ficar lá
