Domenyk

  • Eu vou ter que concordar com o que a Espectro Cinza disse no podcast

    Eu vou ter que concordar com o que a Espectro Cinza disse no podcast do Monark sobre detestar política. Eu também detesto política. Ela comentou, inclusive, que prefere falar de outras coisas, como cultura ou questões mais teóricas. E acho que esse é justamente o ponto. Eu falo e discuto política porque desenvolvi uma determinada visão sobre instituições, liberdade e sobre como certas coisas deveriam funcionar. Mas o jogo político, em si, continua sendo desprezível. É ridículo ficar tomando partido de políticos ou acompanhando posições das quais você discorda completamente, especialmente quando não existe nenhum benefício prático nisso. Aliás, analisar as instituições brasileiras de um ponto de vista liberal é uma experiência quase cômica. E isso vale independentemente da sua posição: seja comunista, liberal ou qualquer outra coisa, faça o teste. Pegue as instituições existentes, compare-as com os princípios que você diz defender e depois compare também as próprias políticas que você já apoiou entre si. Rapidamente começam a aparecer as contradições. No meu caso, são pouquíssimas as políticas brasileiras para as quais eu consigo olhar e pensar: “isso aqui é bom”. Na maior parte das vezes, encontro apenas diferentes formas de produzir problemas. E existe algo curioso nisso tudo: eu falo muito sobre política justamente porque não gosto de política. Ela interfere na minha vida. Instituições políticas criam regras, restrições, custos e incentivos que eu não posso simplesmente ignorar. Então eu quero entender como essas coisas funcionam e quais seriam formas melhores de organizá-las. Talvez a forma mais precisa de colocar isso seja: eu gosto de liberalismo, mas não gosto do meio no qual boa parte dessa discussão acontece. No fundo, é até uma conclusão meio filosófica: eu não gosto do Estado justamente porque o Estado me obriga a me importar com ele.

  • Surgiu agora uma tentativa infeliz e muito forte de tentar assimilar

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    Surgiu agora uma tentativa infeliz e muito forte de tentar assimilar o discurso da direita, tornar um discurso "legítimo". O vocabulário mudou. Agora aparecem distinções entre direita e bolsonarismo, entre liberal e autoritário, entre conservador e extremista. Algumas posições que antes eram tratadas como sinal de atraso moral passaram a ser apresentadas como divergências legítimas.

    A mudança é interessante porque não parece ter vindo acompanhada de uma mudança equivalente na forma de compreender essas ideias. O que mudou foi a necessidade de falar com esse eleitorado. E isso faz diferença, porque uma coisa é abandonar uma caricatura depois de perceber que ela era ruim. Outra é abandoná-la quando a caricatura deixa de ser eleitoralmente útil.



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    Geraldo Alckmin é um bom exemplo disso. Durante anos, foi tratado por setores da esquerda como representação quase perfeita da direita que precisava ser combatida. A charge de 2012 resume bem o ambiente político da época.

    Depois veio o impeachment de Dilma, que Alckmin apoiou. Depois veio 2022, quando entrou na chapa de Lula. E a linguagem mudou junto. O personagem que antes cabia naquele enquadramento passou a ocupar outro: moderado, democrático, institucional, necessário.

    O ponto não é Alckmin. O ponto é perceber como certas classificações políticas parecem depender menos daquilo que alguém defende e mais do lugar em que essa pessoa está posicionada.

    Enquanto adversário, suas ideias são comprimidas até caberem na pior interpretação possível. Quando se torna aliado, aparecem nuance, contexto, moderação e complexidade. O incentivo é bastante claro: o adversário precisa ser simplificado porque a caricatura organiza a disputa; o aliado precisa ser reinterpretado porque a coalizão exige convivência.

    E agora essa mesma lógica começa a aparecer na relação com o eleitor de direita. De repente, existe uma “direita razoável”, existem liberais com quem vale a pena conversar e diferenças internas que precisam ser respeitadas. Pessoas que antes eram empurradas para o mesmo campo político agora precisam ser separadas umas das outras.

    Tudo isso foi descoberto no momento em que passou a existir interesse em disputar esse voto.

    É isso que torna essa aproximação tão pouco convincente. Não houve um esforço real de compreender de onde essas posições surgem, por que alguém rejeita determinada política pública, desconfia de certas instituições, prefere determinadas soluções econômicas ou simplesmente chega a conclusões diferentes. O que houve foi uma mudança de embalagem. A divergência continua no mesmo lugar, só ficou mais apresentável.

    A caricatura deu lugar à linguagem da aproximação, mas sem que o conteúdo da relação tenha mudado na mesma proporção. Empatia política sem curiosidade pelo raciocínio do outro é só estética.

    Ninguém veio até mim, ninguém veio conversar, a divergência existe sob uma vitrine transvestida de empatia.

  • Um menino guardava um rebanho no alto de um monte. As ovelhas

    Um menino guardava um rebanho no alto de um monte. As ovelhas pastavam, e os lavradores trabalhavam nas terras próximas. Ele passava o dia sozinho. Para se divertir, resolveu chamá-los.

    “O lobo!”, gritou. “O lobo está vindo!”

    Os homens largaram o trabalho e correram até o rebanho. Não encontraram lobo algum. O menino ria ao vê-los chegar. Depois de procurarem entre as ovelhas e nos arredores, os homens compreenderam a brincadeira e voltaram ao que faziam.

    Alguns dias depois, ele gritou de novo. Os lavradores deixaram o trabalho e subiram o monte. Encontraram as ovelhas pastando e o menino rindo. Ele conseguira enganá-los outra vez.

    Um dia, um lobo apareceu e entrou no rebanho. As ovelhas se dispersaram. O menino chamou os lavradores, usando as mesmas palavras com que os enganara.

    “O lobo! Venham depressa!”

    Os homens ouviram os gritos. Nenhum deles foi até o monte. Esperavam encontrar a mesma brincadeira e não queriam abandonar o trabalho mais uma vez.

    O menino continuou a gritar enquanto o lobo atacava as ovelhas. Quando o animal foi embora, parte do rebanho estava morta. Ninguém tinha vindo ajudá-lo.

    A esquerda que chama de nazista qualquer adversário montou um

    A esquerda que chama de nazista qualquer adversário montou um tribunal cômodo. O acusador dispensa o exame daquilo que o acusado defende. Ele criticou uma proposta, rejeitou o comunismo ou votou na direita; já há material suficiente para a condenação. Quem o julga pode deixar a demonstração para depois, pois já tomou o rótulo que escolheu como prova de que a acusação procede.

    Mas ser contra o comunismo não implica ser a favor do nazismo. Quem afirma essa relação deve demonstrá-la. É ao acusador que cabe apontar o que o adversário defende e justificar o rótulo que escolheu. Sua hostilidade à direita não o dispensa dessa obrigação.

    Nesse tribunal, o acusador também reserva para si o papel de herói. Chama o adversário de fascista e se apresenta como alguém que enfrenta o fascismo. A comparação lhe concede um mérito que ele ainda não demonstrou. Um liberal atual faria algo igualmente conveniente se esperasse receber o mérito dos liberais que enfrentaram a monarquia francesa apenas por se declarar antimonarquista. Em ambos os casos, o título é mais fácil de obter que a prova.

    Enquanto essa encenação ocupa o debate, o acusado deixa de ser examinado pelo que disse ou propôs. Já recebeu um nome grave, e o acusador pode exigir atenção sem sustentar o próprio argumento. O menino da fábula também conseguiu fazer os lavradores largarem o trabalho. Para isso, bastou anunciar um perigo que não estava lá.

    Se a mesma palavra condena qualquer pessoa de direita, quem a ouve já não consegue saber o que ela descreve. Aprende apenas que o acusador encontrou alguém de quem discorda. O acusador pode repetir o grito, mas quem já subiu o monte à toa tem razões para desconfiar dele.

    No caso de Flávio, a crítica é ao uso dessa mesma acusação desgastada. Não estou dizendo que ele seja nazista nem que o lobo tenha chegado agora. Estou dizendo que trocar o nome do acusado não devolve a confiança a quem repete o alarme.

    Quem pretende denunciar uma ameaça real deveria ser o primeiro a recusar esse hábito. Ao usar uma acusação grave para qualquer divergência, dificulta que os outros reconheçam o perigo quando ele existir. Os lavradores da história chegaram a ouvir o último pedido de socorro. O menino havia feito tudo para que eles esperassem mais uma mentira.

  • “Oi, você votou no Renan, Cury e Caiado? Vota no Lula, por favor.

    “Oi, você votou no Renan, Cury e Caiado? Vota no Lula, por favor. Olha aqui como eles são parecidos.”

    É essa merda que eu estou lendo a cada poucos minutos. Eu geralmente sou bem razoável e, sinceramente, nem ia dar minha opinião sobre esses pedidos. Mas vou agora, porque isso está engraçado para caralho.

    Eu fui chamado de nazista incontáveis vezes. Também de fascista. Fui zoado por escolher um candidato que “não tinha intenção de voto”. Ainda assim, votei no candidato em que acreditava e que também considerava o menos pior, dado o meu desprezo pela política.

    Essa súplica por votos me lembra um animal acuado. Quando ainda existe saída, ele corre. Quando percebe que não existe, mostra os dentes. É mais ou menos isso que vocês estão fazendo agora.

    Durante anos, chamaram o vizinho de fascista, nazista, extremista, ameaça à democracia e inimigo de tudo o que presta. Agora descobriram que o voto dele conta igual ao de vocês. Então começou a peregrinação.

    De repente, o “nazista” virou cidadão consciente. O “fascista” virou alguém com quem vale a pena dialogar. O “extremista” agora precisa ser convencido com paciência, carinho e textinho comparando candidato. Que coincidência.

    “Vote no Lula agora. Depois a gente resolve.”

    Eu não voto em quem considero bandido. E fiz justamente o contrário do voto útil quando votei no Renan Santos. Eu sabia que ele praticamente não tinha chance de ganhar. Mesmo assim, queria deixar claro de que lado eu estava: do lado de alguém que, na minha avaliação, representava rejeição à corrupção e alguma possibilidade de mudança.

    Eu também não gosto do Flávio Bolsonaro. E não gosto do Lula. Sei que ambos provavelmente vão entregar um governo MERDA.

    Mas vamos ser sinceros sobre uma coisa?

    Se o adversário do Lula fosse Renan, Cury, Caiado ou Zema, em vez do Flávio, o desespero de vocês para conseguir votos para o Lula seria exatamente o mesmo.

    A única diferença é que agora vocês precisam se aliar ao vizinho “nazista” que passaram anos demonizando. E eu não pretendo dar a vocês o gosto de conseguir meu voto no Lula.

    Tenho nojo dessa postura de vocês. Não espero que entendam. <3

  • O Liberal conservador Existe uma posição que eu mesmo já havia

    O Liberal conservador

    Existe uma posição que eu mesmo já havia aceitado, mas que, depois de revisá-la, percebi estar formulada de maneira incorreta: a tese de que um liberal, por definição, não poderia ser conservador.

    Se tomarmos liberalismo e conservadorismo como doutrinas institucionais completas, existe de fato uma tensão entre eles. Uma ordem liberal forte reduz ou elimina diversos mecanismos jurídicos e institucionais pelos quais determinadas práticas, valores ou estruturas sociais poderiam ser preservados coercitivamente. Nesse sentido, o liberalismo não garante a conservação das instituições valorizadas pelo conservador e permite que elas sejam substituídas caso os próprios indivíduos deixem de sustentá-las.

    A questão muda, porém, quando separamos o julgamento moral do indivíduo de sua posição acerca da ordem jurídica e institucional.

    Foi justamente essa distinção que eu não havia tratado adequadamente quando rejeitei anteriormente a possibilidade de um liberal conservador.

    Eu julgava incompatível a ideia de um liberal conservador a partir de uma projeção da minha própria posição pessoal. Eu não apenas defendo uma concepção muito forte de liberdade individual, como também tendo a aplicá-la aos meus julgamentos sobre costumes, comportamentos e formas de vida. Por isso, tratei como incompatibilidade conceitual aquilo que, em parte, era apenas uma coincidência entre minhas preferências pessoais e minha posição institucional.

    Mas as duas coisas não precisam coincidir.

    É coerente que um indivíduo defenda, no campo jurídico e institucional, uma liberdade extremamente ampla para que outras pessoas conduzam suas próprias vidas e, ao mesmo tempo, no exercício de sua própria autopropriedade, adote valores conservadores para si.

    Ele pode considerar determinadas práticas moralmente erradas sem defender sua proibição. Pode preferir determinadas formas de família, comportamento ou associação sem pretender impô-las a terceiros. Pode desejar preservar certas tradições dentro das instituições das quais participa sem reivindicar que o Estado obrigue os demais a preservá-las.

    Nesse caso, o conservadorismo aparece no plano normativo e pessoal: diz respeito aos valores segundo os quais o indivíduo escolhe conduzir sua própria vida e organizar voluntariamente suas relações.

    O liberalismo aparece em outro plano: estabelece quais poderes ele considera legítimo exercer sobre terceiros e quais mecanismos jurídicos e institucionais considera admissíveis.

    Portanto, não há contradição necessária entre ser liberal na ordem institucional e conservador no plano pessoal. A contradição só apareceria caso o conservadorismo do indivíduo exigisse mecanismos coercitivos incompatíveis com as próprias premissas liberais que ele afirma defender.

  • Mercado é um processo Indivíduos têm informações, preferências,

    Mercado é um processo

    Indivíduos têm informações, preferências, recursos e expectativas diferentes. Também enfrentam restrições diferentes. Com base nisso, fazem ofertas, recusam trocas, substituem produtos, disputam recursos e mudam suas decisões quando surgem novas informações.

    Desse conjunto de interações podem resultar preços, concorrência, lucro, prejuízo, coordenação, descoberta e realocação de recursos. O termo “livre mercado” não nomeia um processo separado, que começa depois do mercado. Ele descreve o grau em que as trocas e decisões que formam o mercado podem ocorrer sem restrições externas.

    Se duas pessoas podem negociar um produto, combinar um preço e escolher com quem contratar, essas dimensões da atividade de mercado ocorrem com maior liberdade. Tabelamentos, licenças obrigatórias e barreiras legais de entrada restringem algumas dessas decisões. O mercado continua existindo, mas opera sob outras condições.

    Por isso, pode haver mercado sem livre mercado em sentido pleno. Mesmo sob intervenção, as pessoas continuam enfrentando escassez, fazendo escolhas e lidando com custos de oportunidade. Oferta e procura também continuam relevantes, embora as regras possam alterar seus efeitos. Quando o Estado fixa um preço, por exemplo, esse preço é administrado; não é necessariamente o preço formado pelas negociações entre compradores e vendedores.

    A intervenção, portanto, não cria o processo de mercado nem o substitui por completo. Ela muda as condições em que as pessoas decidem e trocam. O grau de liberdade pode afetar a concorrência, a entrada de novos participantes e a formação de preços, mas esses fenômenos resultam das interações entre agentes e das regras que as condicionam.

  • Diferença de tratamento e obrigações assumidas Uma objeção mais

    Diferença de tratamento e obrigações assumidas

    Uma objeção mais forte surge quando uma instituição oferece benefícios ou serviços a casais heterossexuais e os recusa a casais do mesmo sexo. A crítica se dirige a uma relação específica, como a de um empregador que concede benefício conjugal a parte dos trabalhadores ou a de uma empresa que oferece um serviço ao público e recusa certos casais.

    A diferença de tratamento pode provocar reprovação moral, boicote e perda de reputação. Mas uma obrigação jurídica exige outro fundamento. A liberdade do casal para constituir a relação não cria, por si só, o dever de terceiros assumirem compromissos perante ela.

    Esse dever surge quando a instituição assume um compromisso. Ela não pode anunciar um benefício, receber pagamentos ou firmar um contrato e depois negar aquilo que prometeu. Pode modificar seus critérios para acordos futuros, mas continua vinculada aos contratos vigentes. A liberdade de recusar novas relações não autoriza o descumprimento de contratos, a retirada unilateral de benefícios depois que o casal organizou sua vida com base neles ou a fraude contra quem confiou nas condições oferecidas.

    Continuar lendo: O casamento Homossexual nunca deveria ter sido legalizado

  • Quem não passou os últimos quatro anos numa caverna viu os absurdos

    Quem não passou os últimos quatro anos numa caverna viu os absurdos cometidos pelo STF, principalmente por Alexandre de Moraes.

    Quando Moraes proibiu o Twitter no Brasil por decisão monocrática e quando publicações que criticavam Lula ou o próprio Moraes eram apagadas, a esquerda estava lá: "ebaaaa". Nem os arquivos divulgados pelo Twitter, que mostraram ordens ilegais do STF, nem as prisões sem fundamento ligadas ao 8 de janeiro mudaram essa reação.

    Quem o defendia diante das denúncias de censura e perseguição contra a direita dizia: "oh nosso salvador moraes, joga com a constituição de baixo do braço". E quando Bolsonaro foi preso? Ótimo, né.

    Agora, com as novas polêmicas envolvendo Moraes e Vorcaro, aconteceu algo curioso: a esquerda está detonando Moraes pela sua corrupção. Até ontem ele era amado; hoje virou o inimigo da nação. Não existe incoerência aqui, óbvio.

    Não é errado criticá-lo agora. Se chegamos a um ponto de coalizão, com um inimigo em comum, ótimo. Mas o que caralhos aconteceu para essa gente mudar de posição?

    Moraes e Vorcaro são os inimigos em comum. E Lula? Ignoremos que ele também pode ter envolvimento e que está defendendo Moraes a todo custo.

    Claro.. Vamos fechar os olhinhos e fingir que nada está acontecendo.

    A crítica virou uma posição meramente tribalista: é sempre

    A crítica virou uma posição meramente tribalista: é sempre direcionada para o lado mais distante daquilo que a pessoa defende.

    Há um tempo, fui conversar com uma comunista bem conhecida no Instagram. Pelo visto, ela estuda como uma menina...

    Na época, eu criticava Haddad e a falta de posicionamento dela. Então perguntei:

    "Porra, o haddad ta fazendo um trabalho de merda na economia, você não vai comentar nada sobre?"

    A resposta?

    "não, você tem que criticar o presidente do banco central, que inclusive, foi indicado pelo bolsonaro, e ele que aumentou o juros, e tals e tals..."

    Corta para alguns meses depois: Lula anuncia o novo presidente do Banco Central. Ele continua as mesmas práticas e até aumenta os juros.

    Era de esperar que ela criticasse o novo presidente também, né? Mas não. Ela não falou nada sobre o aumento dos juros e ainda passou a criticar quem falava mal dele.