DomenykDomenyk

Notes

O parlamento húngaro aprovou hoje, por unanimidade, uma redução de 40% nos próprios salários para ajudar a enfrentar a crise fiscal do país.

Enquanto isso, no Brasil, a classe política parece concluir que toda crise exige mais gastos, mais cargos, mais privilégios e mais dinheiro do contribuinte.

Quando falta dinheiro, alguns cortam despesas. Outros procuram pagadores.

Depois que publiquei o texto sobre o menino henry, Cármen Lúcia comentou o perdão judicial concedido a Monique Medeiros.

E usou quase os mesmos termos para apontar o mesmo incômodo: gênero não é salvo-conduto para prática de crime.

Foi exatamente esse o ponto do texto.

Gênero pode importar juridicamente quando tem relação concreta com os fatos. Pode ajudar a explicar medo, dependência, violência doméstica, vulnerabilidade e capacidade real de agir. Mas não pode virar uma autorização abstrata para aliviar responsabilidade penal.

O mais importante da fala dela, porém, não é só a coincidência do termo. É a explicação do incômodo.

Cármen Lúcia disse que talvez até pudesse ser caso de perdão judicial. Mas o impacto vem da falta de explicação: como alguém é responsabilizada e, imediatamente depois, perdoada?

Essa pergunta resume o problema do caso.

A questão nunca foi negar que Monique sofreu consequências. A questão era saber por que essas consequências, somadas a uma leitura sobre gênero e maternidade, bastariam para extinguir a pena em um caso que terminou com uma criança morta dentro de casa.

Sem esse nexo, o perdão deixa de parecer uma consequência jurídica bem fundamentada.

E começa a parecer exatamente aquilo que critiquei no texto: uma teoria entrando no lugar dos fatos.

Será que ele ta esperando até hoje?

Frequentemente utilizo o ChatGPT para explorar ideias, testar argumentos, revisar textos e analisar temas de diferentes áreas. Ao longo do tempo, desenvolvi um conjunto de instruções personalizadas para orientar essas conversas.

Essas instruções não existem para forçar conclusões específicas nem para fazer a IA concordar comigo. O objetivo é direcionar a análise com foco em mecanismos causais, evidências e consistência lógica, evitando explicações superficiais ou baseadas apenas em abstrações.

Prioritize causality, mechanisms, incentives, scarcity, trade-offs, and consequences. Do not replace explanations with abstractions, narratives, or collective categories without explaining the processes that produce the observed outcomes. When analyzing any topic: Identify agency: Who acts, decides, imposes, takes risks, receives benefits, and bears costs? Identify constraints: Which resources are scarce? What opportunity costs exist? Which alternatives were sacrificed? What institutional, economic, or informational limitations are present? Trace mechanisms: How was the outcome produced? What is the causal chain? Which incentives, rules, or processes explain the phenomenon? Evaluate consequences: What direct, indirect, second-order effects, and hidden costs arise? Test consistency: Does the conclusion follow from the premises? Are there hidden assumptions, omitted variables, or plausible competing explanations? Explicitly distinguish problem, symptom, solution, cause, consequence, correlation, causality, hypothesis, evidence, inference, and conclusion. Use deductive logic, economic analysis, and the scientific method. Consider falsifiable mechanisms, alternative interpretations, and the limits of the evidence. Do not automatically agree with me. Prioritize conceptual precision, logical coherence, and causal depth over consensus, rhetoric, or emotional appeal. Make explicit conceptual distinctions. Test symmetry, causal authorship, competing hypotheses, and omitted variables.

Tem uma coisa que me incomoda na discussão sobre maconha e racismo: a crítica parece parar cedo demais. A tese é conhecida: a criminalização teria derivado de um racismo prévio. Pode ser. Mas, quando o debate para nisso, o problema vira apenas a opinião racista por trás da proibição, não o poder de proibir. Como se a ferramenta penal fosse neutra. Como se o erro estivesse só na opinião ruim que ocupou essa ferramenta.

Só que a pergunta anterior é mais incômoda: por que uma aversão social deveria ter caminho aberto para virar polícia, processo e prisão?

O ponto não é negar que o racismo importe. Importa. O ponto é perceber que muita gente denuncia a opinião errada por trás da lei sem estranhar o mecanismo que permite a uma opinião receber força de lei. Talvez o problema não seja só uma opinião racista ter usado o poder de proibir. Talvez seja o poder de proibir parecer normal demais.

O balanço racional da distribuição de capital humano não permite tratar toda diferença setorial entre homens e mulheres como prova direta de discriminação.

Se uma exclusão foi inicialmente motivada por gênero, mas homens e mulheres podem desempenhar a mesma função com produtividade semelhante, os próprios incentivos econômicos passam a pressionar contra essa exclusão. A depender do setor, rejeitar uma mulher qualificada deixa de ser apenas preconceito; vira má alocação de capital humano.

Nesse caso, o custo econômico da discriminação precisa ser maior do que o benefício percebido da preferência discriminatória. Se não for, o agente discriminador está pagando para sustentar uma preferência improdutiva, enquanto outro empregador pode alocar melhor esse capital humano e obter vantagem competitiva.

Isso não significa que o preconceito desaparece automaticamente. Significa que ele precisa ser explicado. Se a discriminação persiste, a pergunta correta não é apenas qual estrutura explica o resultado, mas por que os incentivos não foram suficientes para desmotivar aquela prática: concorrência limitada, barreiras institucionais, informação ruim, redes fechadas ou algum benefício percebido que ainda compense a perda produtiva.

Desigualdade observada não encerra a análise. Ela só define o problema que ainda precisa ser explicado.

Tem um truque muito comum em discussão política: tratar consequência como se fosse característica natural de um sistema.

O sujeito cria uma regra, um imposto, uma proibição, uma barreira, um incentivo torto. Depois, quando aquilo produz escassez, informalidade, dependência, corrupção ou fuga, ele aponta para o resultado e diz: "está vendo? Esse sistema não funciona".

Só que o resultado não caiu do céu. Ele foi produzido.

Não é sério quebrar as pernas de alguém e depois usar a dificuldade de andar como prova de que a pessoa nasceu fraca.

A esquerda às vezes perde um puta timing cômico. Flávio Bolsonaro fechadão com o Banco Master, e eles podendo assinar a CPMI pra fuder a família Bolsonaro… ninguém votou a favor. É uma pena, não?

O PCO teve uma denúncia por antissemitismo contra seu presidente aceita pela Justiça Federal. E aqui existe uma discussão que muita gente vai tratar da pior forma possível.

Criticar Israel não é antissemitismo. Criticar um governo, uma guerra, uma política externa ou ações militares de um Estado não é o mesmo que atacar judeus como povo. Essa distinção precisa existir, porque sem ela qualquer crítica política vira crime moral.

Mas também existe o outro lado: parte da extrema esquerda passa dessa crítica e começa a relativizar terrorismo, flertar com slogans eliminacionistas e tratar grupo terrorista como movimento de libertação. Aí a discussão muda de lugar. Já não é só crítica a Israel; é uma zona bem mais suja.

O ponto curioso é que o PCO, de todos os movimentos da esquerda brasileira, sempre foi um dos poucos relativamente consistentes na defesa da liberdade de expressão. Defendeu esse princípio até para gente que a própria esquerda queria destruir publicamente, como no caso Monark. Você pode discordar da análise deles, mas existe uma linha coerente ali: acusação grave não pode virar rótulo automático por conveniência política.

Eu não preciso gostar do PCO para defender que eles tenham direito de falar. Na verdade, liberdade de expressão só importa de verdade quando o alvo é alguém que você não gosta. Defender esse princípio apenas para aliado não é princípio; é torcida.

Se houve crime real, que se prove com critério jurídico. Mas se a acusação depende de transformar crítica política, por mais radical ou idiota que seja, em crime por pressão moral, então a discussão já deixou de ser sobre antissemitismo e virou outra coisa: controle do discurso por rótulo.

A corrupção virou algo banalizado no debate público, e as pessoas nem tentam mais defender — só normalizar dependendo do lado.

“O outro roubou também.” Sim, foda-se?

Isso não cria equivalência de inocência por comparação. Se os dois cometeram crime tem que ser preso.

Conversa média com um comunista:

Isso é culpa do neoliberalismo

Então quais são as medidas "neoliberais" que causaram isso?

Você é um fascista!

Não entendo como as pessoas conseguem odiar tanto o Nikolas Ferreira, quando o Pavanato consegue ser tão burro quanto.

Eu tô vendo uma tendência perigosa vindo da esquerda agora, tá iniciando uma movimentação de pessoas de esquerda defendendo a abolição de alguns impostos.

Quando chegarmos na época das eleições, vamos ver essa galera dizendo que a direita defende impostos, e eles vão bater muito na tecla do ICMS, que é um imposto estadual, e estados maiores têm mais dificuldade de abolir esses impostos por conta do pacto federativo. Vai ser uma arma pra bater principalmente no Tarcísio, que é uma muralha praticamente dentro de SP, e isso vai servir pra impulsionar a candidatura do Haddad, por mais engraçado que seja.

Flávio Bolsonaro, o nome mais forte da direita atualmente, infelizmente não por um legado político interessante, mas apenas por um sobrenome e por pessoas que decidem não pensar.

A direita brasileira passou anos criticando corrupção, fisiologismo e nepotismo, mas hoje parte dela age exatamente como aquilo que dizia combater. O discurso muda completamente quando o envolvido é alguém tratado como intocável pelo próprio grupo.

Os recentes casos envolvendo Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro deixam isso escancarado. Não importa o fato, não importa a contradição, não importa o histórico. Existe uma necessidade quase automática de defender, relativizar ou fingir que não aconteceu, porque para essas pessoas a figura política virou algo maior que seu próprio princípio.

Eu acompanho tudo isso de perto, e o que mais chama atenção é ver pessoas tratando Flávio Bolsonaro como uma escolha racional e coerente. Mas quanto dessa “coerência” realmente sobrevive aos acontecimentos recentes?

Essa é uma decisão importante, porque estamos novamente diante de uma escolha que pode moldar a realidade política por muitos anos, e dependendo da decisão tomada agora, nos afastar cada vez mais do objetivo que essas próprias pessoas dizem defender.

A crítica que eu faço em relação ao princípio é algo fundamental nesse debate. Existe uma diferença entre manter uma figura forte apenas por influência política, mesmo demonstrando fraqueza em relação aos próprios valores do grupo, e apoiar alguém que se mostra coerente, confiável e alinhado aos valores que diz defender há anos.

NOJO é o que as pessoas deveriam sentir do PSOL e do PT pelo papel que tiveram na taxa das blusinhas.

A bancada dos dois partidos votou em massa a favor da taxa. O PT ainda colocou isso dentro de um projeto de mobilidade urbana, como se aumentar imposto sobre compra internacional tivesse qualquer relação honesta com mobilidade urbana. Isso não é só votar por imposto. É esconder imposto dentro de outro assunto para diminuir o custo político.

Agora tentam empurrar a narrativa de que a taxa foi projeto da direita, como se ninguém tivesse visto quem votou, quem articulou e quem sustentou isso.

E a parte mais cínica vem depois: Lula aparece dizendo que acabou com a taxa por medida provisória. Só que medida provisória não é solução permanente; pode ser prorrogada por até 120 dias e depois depende de tramitação política. Ou seja, ele não acabou estruturalmente com a taxa. Ele pausou o desgaste até passar o momento eleitoral mais conveniente.

Esse é o governo que diz pensar no povo: cria imposto, esconde imposto, culpa os outros pelo imposto e depois tenta vender uma pausa temporária como se fosse bondade.

A crítica séria aqui não é só “Lula taxou compra barata”. É que esse governo trata o pobre como recurso fiscal. Cada migalha de consumo vira oportunidade de arrecadação, e quando a reação popular fica grande demais, eles não admitem o erro. Só reorganizam a narrativa.

O PT e o PSOL não erraram por acidente. Eles fizeram escolha política. E quando tentam fingir que não fizeram, mostram exatamente o tipo de relação que têm com quem dizem defender.

Uma discussão recente no Twitter tá me incomodando pra caralho desde ontem. A "gótica do MBL" aparentemente postou nos stories um link de carrinho da Amazon com mais de 25 mil reais em produtos, e o pessoal começou a atacar ela por "querer que os outros paguem as coisas dela".

E sinceramente? Foda-se.

Essa discussão é inútil. Se não houve coerção, fraude ou violação de direito, a vida alheia não é assunto seu.

As pessoas precisam parar de se importar tanto com escolhas individuais que não dizem respeito a ninguém. Enquanto continuarem cagando regra sobre decisões voluntárias, vai continuar existindo esse tipo de briga completamente inútil.

Ninguém é obrigado a comprar nada. Ninguém foi forçado. Ninguém teve direito violado. É literalmente uma pessoa postando um link e outras, voluntariamente, decidindo se querem clicar ou não.

Transformar isso em escândalo moral é só mais um reflexo dessa obsessão coletiva em controlar escolhas individuais que não afetam a vida de terceiros.

É triste ver pessoas da própria direita atacando a menina por um ideal moral prévio que é simplesmente I D I O T A.

Legal que o Latuf e essa galera fazem umas imagens achando que tão incomodando com aquelas artes, ai vai ver a arte, based pra caralho que dá pra sentir a aura de longe

É o GOAT

A PRF apreendeu 900 iPhones 17 Pro Max escondidos em um caminhão pipa.

Agora 900 pessoas estão protegidas de pagar iPhone mais barato, obrigado meu presidente Lulaaaaaa